terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Assim me valido


Teclas, letras, símbolos, espaços.
Agudos, hífens, cedilhas, travessões.
Parágrafos, tils, ritmos, compassos.
Fatos, gentes, sentimentos, sensações...
Sentada à mesa,
em frente ao teclado,
quilômetros quadrados
de fértil solidão
fazem de mim
abelha operária:
em árido deserto,
fábrica de emoção.

Analú (2010)

7 comentários:

Suely disse...

Assim como a flor...
encontra um espaço para brotar do cimento, do asfalto.

Voce encontra tempo...
para florir em meio a turbulencia do dia a dia.

Isso é vida!
Isso é criação!

Suely Nassif

Luiz Santilli Jr disse...

Quando nosso mundo está entre ...fatos, gentes, sentimentos, sensações... e nos impomos obrigações e deveres de transformar tudo isso no foco de nossa ocupação, fertilizando nossa solidão, é chegada a hora de usar nossa percepção mais aguda para a mudança de nossos paradigmas e das nossas idiossincrasias, e fechar um pouco a janela virtual pela qual vemos o mundo, tentando abrir uma fresta em nossa janela mental, controlada pela nossa percepção mais íntima, para tentar ver com lucidez racional onde queremos chegar, se é que queremos chegar a algum lugar!

É preciso mudar!

argumentonio disse...

e se a fértil solidão é já lucidez bastante, perene interrogação, confronto do ser com o não-ser do mundo ...

ou mesmo a raiz da solidão desabrocha a bela flor !

;_)))

Zé Carlos disse...

Ana Lucia, você maravilhosa como sempre... nos leva a renascer.
Bjs do ZC

Paulo disse...

Abelha operária, obrigado por compartilhar mais esta jóia criada por você!

Zé Carlos disse...

Ana querida, obrigadão pela visita.

Um beijo do teu amigo, ZC

Diego Duá disse...

Como vivi até hoje sem seguir este blog?