domingo, 7 de novembro de 2010

Poesia - Enfim, adulta












Perambulo entre realidade e fantasia
com destreza de menina levada.
Afinal, a realidade – disseram-me -
não passa de um truque.
Vivo uma como outra,
outra como uma
e vice-versa.
Não questiono mais a possibilidade
do virtual vir a ser real.
Não cobro, não espero, não minto.
Apenas aceito e sinto.
O que toco pode ser enganoso.
O intangível, às vezes, me faz feliz de verdade.
Flerto com a loucura bem de perto,
e loucamente preservo-me sã.
Brincar é pra maduros,
e o grande barato é estar sóbria
pra sentir tudo com intensidade...

Analú :)

4 comentários:

MARCOS disse...

Ana Lucia Gare...Reencontrando sua alma...que lindo...profundo...verdadeiro...
poético...felicidades... Marcos Mattar

Rita Contreiras disse...

Brincar é pra maduros...Sábia frase! que possamos amadurecer cada vez mais essa idéia para sermos mais felizes. Grande abraço.

Roberto Ney disse...

"Flerto com a loucura bem de perto,
e loucamente preservo-me sã."

Sabe quando você lê uma coisa e se identifica de tal forma que parece que foi você quem escreveu? Pois bem, a frase acima se encaixaria perfeitamente em muitos dos meus poemas...
Sempre a garantia de uma excelente leitura.
Cada vez mais me encanto com seu cantinho de idéias...
Beijo pra quem é de beijo (:

Vanessa disse...

Uma coisa bem Kafka, de ter vida real e virtual, e de vez em quando não saber o que é uma ou a outra. Porque na real, a gente não sabe nem se a nossa vida real é assim tão real mesmo...ou se o melhor é a realidade que a gente cria..rs..