terça-feira, 22 de setembro de 2009

Poesia - Noite (Alento - 2007)

Noite

O vento frio penetra
nas aberturas da minha blusa.
Arrepio.
A luz forte, redonda,
pendente no céu,
me faz fechar as pálpebras.
O breu desvenda o meu corpo,
que as estrelas iluminam.
Um ruído ou outro,
animais no cio.
Sorrio.
Afago meus cabelos,
me abro toda.
Que o intocável me penetre.
Faço amor com a noite.

(Ana Lucia Sorrentino, em Alento - 2007)

6 comentários:

Paulo Sempre disse...

"animais no cio. "

Gostei.

Paulo

Vanessa disse...

Ui! rs..rs..adorei! rs..

Adriana disse...

É muito bom!!
E quem nunca fez amor com a noite??

bjs Aninha, vc escreve muitoooo..!!

Luísa N. disse...

Amei!!! Passando para visitar os amigos e encontro esse poema... Lindo!

sueli schiavelli jabur disse...

querida amiga, adorável, lindo, bjs

Braulio Pereira disse...

que ardor..

desejos .

me inundas..


beijo..