na caminhada apressada.
É no peso dos seios,
fortemente sentido,
a cada nova passada.
É no arfar do peito,
na boca sedenta,
nas pernas cansadas.
É nos poros que se abrem
e no suor que brota
ao esforço da subida.
É no alívio do chegar,
no gole de água gelada,
no susto da ducha fria,
na toalha perfumada.
É no frescor dos lençóis,
no aconchego do travesseiro,
na fresta que deixa passar
um feixe da luz do luar.
É na mão que afaga, suave,
a pele, assim, por inteiro,
sem ter medo de errar.
É em mim mesma,
entregue e desprevenida,
que acontece, às vezes,
uma visita da vida.
Ana Lucia Sorrentino
06/03/2014
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